Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

HISTÓRIA; O CASTELO DE PADERNE

Paderne é uma freguesia portuguesa do concelho de Albufeira, com 55,64 km² de área e 3 504 habitantes (2001). Densidade: 63,0 hab/km² Castelo de Paderne
O Castelo de Paderne, no Algarve, localiza-se na cidade e freguesia de mesmo nome, Concelho de Albufeira, Distrito de Faro, em Portugal.
Ergue-se em posição dominante sobre a ribeira de Quarteira, cerca de 2 km ao Sul da cidade. Um dos sete castelos representados na bandeira nacional, as suas ruínas, de cor avermelhada, constituem um dos exemplares mais significativos da arquitectura militar muçulmana na península Ibérica, destacando-se na paisagem como um aviso de chegada ao Algarve para quem entra na Via do Infante, vindo da A2. O efeito cenográfico é multiplicado à noite, graças à iluminação instalada pela Região de Turismo do Algarve.
 
História
O castelo foi erguido em taipa pelos Almoádas entre o século XI e o século XII, durante a última fase da ocupação muçulmana da península, controlando a antiga estrada romana que cruzava a ribeira de Quarteira por uma ponte a Sudeste. Neste período, o progresso da Reconquista cristã levava à edificação de uma linha defensiva integrada por fortificações de porte médio e de carácter rural na região, das quais esta é um dos melhores exemplos.
A referência mais antiga sobre o castelo remonta a 1189, quando foi conquistado em um violento assalto nocturno pelas forças de D. Sancho I (1185-1211), com o auxílio de uma esquadra de cruzados ingleses. Esse domínio, entretanto, foi efémero, uma vez que, já em 119, foi recuperada pelas forças almóadas sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur.
A sua posse definitiva para a Coroa portuguesa só viria sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279) com a conquista pelo Mestre da Ordem de Santiago, D. Paio Peres Correia, em 1248, iniciando-se o repovoamento da região.
Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), os domínios da vila e seu castelo, bem como o padroado da sua igreja, foram doados pelo soberano à Ordem de Avis, na pessoa de seu Mestre, D. Lourenço Anes. Não se registram, entretanto, no período, obras de recuperação no castelo, à semelhança do que ocorreu com o Castelo de Alvor (1300), as muralhas de Tavira (1303) ou as de Castro Marim (1303), mas tão somente algumas construções no seu interior, como a edificação da primitiva capela, atualmente em ruínas.
No século seguinte, instaurando-se o ciclo dos Descobrimentos portugueses, as preocupações estratégicas e económicas concentram-se nas costas do reino, perdendo Paderne a sua importância e a sua função defensiva. Abandonado a partir do século XVI, quando a povoação se transferiu para o actual sítio, caiu progressivamente em ruínas nos séculos seguintes. O processo foi agravado com os estragos causados pelo terramoto de 1755 à estrutura, em particular à sua torre de menagem, como registrado pelas Memórias Paroquiais, em 1758.
As ruínas do castelo, constituídas por alguns troços de muralhas, a torre albarrã e as paredes da capela em seu interior, no qual se abria uma citerna, entulhada, foram classificadas como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 22 de Novembro de 1971.
O castelo apresenta planta no formato quadrangular irregular, orgânica, ocupando uma área de cerca de 1.000 m2. Além das caracteristicas típicas da arquitectura militar Almoáda, como os muros em taipa, a torre albarrã de planta quadrada, que se eleva a cerca de 10 metros de altura a Leste, e a porta em cotovelo no ângulo oposto à torre, os seus remanescentes evidenciam influências do estilo gótico e manuelino, como a barbacã que defendia essa porta
 
João Brito Sousa
publicado por SOUSINHA às 09:28
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