Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

FELICIDADE CONJUGAL

 
 
 
 

 
 
 
Do post “A Propósito dum Filme”", que pode ser lido em
 
http://luardejaneiro.blogs.sapo.pt          
 
retirei da obra FELIDADE CONJUGAL de Leon Tolstoi, algumas notas que gostaria de colocar à discussão acerca de relacionamentos, amor e coisas afins, para que se chegue a um destino esperado e , certamente, desejado por todos...
  Aí vão as notas:
 
Serguei Mikailovitch era nosso vizinho e amigo de meu defunto pai, embora muito mais novo do que ele. A sua chegada modificava-nos os planos, mas oferecia-nos a possibilidade sairmos da aldeia. Além disso, desde pequena me acostumara a respeitá-lo e a ter-lhe afeição.
 
Toda a gente da casa, a começar por Kátia e Sónia até ao último dos cocheiros, nos habituara a estimá-lo. Por outro lado, ele tinha para mim uma importância extraordinária, graças a umas palavras que ouvira a minha mãe. Dissera-lhe certa vez que desejava para mim um marido como ele. 
 
Nessa altura pareceu-me estranho e até desagradável. Sonhava cm galã delgado, pálido e triste. E Serguei Mikailovitch era de certa idade, corpulento, e ao que parecia, de feitio alegre.
 
Apesar de tudo, essas palavras tinham-me impressionado e, seis anos antes, tinha eu onze, tratava-me ele por tu, brincava comigo e chamava-me menina violeta Perguntava a mim mesma, às vezes, não sem temor, que faria se ele quisesse casar comigo. Serguei Mikailovitch chegou antes do almoço..
 
Apertou-me a mão com força, quase que me fez doer.
 
Pensei que ia beijar-ma e inclinei-me para ele, mas limitou-se a apertar-ma de novo e a fitar nos meus os seus olhos de expressão firme e alegre. Não nos víamos há seis anos. Mudara muito; estava queimado pelo sol e usava uma patilhas que o não favorecia.
 
Ao cabo de cinco minutos, deixara de ser um hóspede, convertera-se numa pessoa da casa, inclusivamente para os criados, que tanto se tinham alegrado com a sua chegada, como se deduzia da agitação e esmero que mostravam. Serguei mostrou-se alegre e comunicativo. Não disse nem uam palavra a respeito da mãezinha. Pareceu-me indiferença; mas depois compreendi que não se tratava de indiferença, mas de sinceridade e senti-me grata...
 
A compaixão que nos demonstrava este homem tão bom, que, ao fim e ao cabo, não pertencia à família deu-me uma sensação de bem estar. (página 10)..
 
João Brito Sousa
 
publicado por SOUSINHA às 17:26
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