Sábado, 2 de Junho de 2007

LITERATURA

 

 

 "Não havia por ali ninguém, como nos convinha.

Os grandes actos da vida, querida, como deves saber,

nunca devem ter público."

 

Vergílio Ferreira, Em Nome da Terra

 

  

 

Já falei aqui do Vergílio Ferreira um autor que foi professor do Liceu aí na minha cidade de Faro. A minha simpatia por ele começou por ai. O Vergílio foi cá professor.
 
A frase que retirei do livro do livro do Vergílio, é duma fase na vida do escritor pós “Manhã Submersa” que relata a sua passagem pelo Seminário do Fundão. Não sei se o tema já foi alguma vez abordado, ou seja, se algum escritor já escreveu sobre o desejo, que não pôde satisfazer em determinada fase da sua vida mas que pode agora. Deveria ser um bom tema para falar de recalcamentos, frustrações e coisas assim.
 
Li hoje no JN que o advogado do cidadão comum, o portuense Miguel Veiga é um homem desejante – da literatura, da arte, da música –, e gosta da palavra desejo – a “única que não mente”. ...
 
O desejo é sintoma de vitalidade no Homem e na mulher também. Por isso acho que o VF trata bem o assunto. É interessante o que ele diz a seguir: “Havia só algumas lâmpadas espaçadas sonolentas que não prejudicavam a discrição. Mas mesmo onde era mais noite havia restos de dia, talvez restos da luz do dia, pensei, e era bom para nos vermos e não vermos, como é próprio da beleza..
 
Depois erguemo-nos, mergulhámos nas águas...
 
 
EM FILOSOFIA,
 
Desejo é uma tensão em direção a um fim considerado pela pessoa que deseja como uma fonte de satisfação. É uma tendência algumas vezes consciente, outras vezes inconsciente ou reprimida. Quando consciente, o desejo é uma atitude mental que acompanha a representação do fim esperado, o qual é o conteúdo mental relativo à mesma. Enquanto elemento apetitivo, o desejo se distingue da necessidade fisiológica ou psicológica que o acompanha por ser o elemento afectivo do respectivo estado fisiológico ou psicológico.
Tradicionalmente, o desejo pressupõe carência, indigência. Um ser que não caressesse de nada não desejaria nada, seria um ser perfeito, um deus. Por isso Platão e os filósofos cristãos tomam o desejo como uma característica de seres finitos e imperfeitos.
Tradicionalmente, os filósofos viram o Bem como o objeto do desejo. Actualmente isso é questionado.
  • "O desejo não é sempre ou talvez nem mesmo frequentemente do Bem ou do Racional, conforme as noções dadas pelos filósofos."
 
João Brito Sousa
publicado por SOUSINHA às 09:04
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