Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

A ENTRADA NA ESCOLA COMERCIAL E INDUSTRIAL DE FARO.

A MINHA  IDA PARA A ESCOLA EM FARO
No ano em que eu cheguei a FARO, em 1952, a adaptação foi um bocado difícil, porque a cidade, não gostava de nós. Chamavam-nos montanheiros e davam-nos porrada. Eu ia dizer à minha mãe e ela dizia-me, deixa lá filho... e no outro dia era mais caldeirada... que éramos os caloiros, diziam eles... e vá lá uns socos aqui na caloirada. E vá de chegar a roupa ao pêlo à malta. Quem me deu o primeiro murro foi o Abrantes que era um calmeirão. do segundo ano.
Eu não era um campeão na porrada mas dava uns toques. Na minha turma, os melhores eram o Reinaldo Neto de Estoi, o Zé Pedro Soares da Fuzeta, o João dos Santos de Santa Luzia, o Ivo de Olhão e não sei se mais algum. Mas estes rapazes que citei eram terríveis. Eu vinha na linha a seguir, o que quer dizer que levava. Nesta matéria, o melhor de todos lá na Escola era o João Cuco de Almancil. Uma cabeçada do Cuco chegava para qualquer um.
Se falo destas coisas aqui é porque o Dr. Daniel Sampaio no seu “Voltei à Escola” também fala. As alcunhas aos professores, as alcunhas que os alunos punham uns aos outros, a porrada, os jogos de caricas (nós na Escola era o jogo da tabuinha...) está lá tudo. É engraçado que aqui há uns tempos, falando com um colega que não se lembrava de mim, perguntou-me :- qual era a tua alcunha? Tempos bravos aqueles.
A cidade passados os primeiros tempos acolheu-nos melhor. Mas num certo sentido nós tínhamos ofendido a cidade. Vínhamos de botas cardadas, de cesta grande com o lanche, de bicicleta a pedal e com boínas na cabeça. Estas boínas tinham ao meio um espigão para cima. A malta da cidade nunca tinha visto semelhante material e ao vê-lo, ficava atónito. E vá de tirava as boínas à gente e vá de cortar os espigões. Nós, os de fora, ficávamos bravos... mas não havia nada a fazer. Quem me fez isso a mim, foi o Eusébio de Salir ou Querença, que foi gerente do Banco Sotto Mmayor na Rua de Santo António.
Com un saludo do
João Brito de Sousa.
publicado por SOUSINHA às 08:08
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