Quinta-feira, 7 de Junho de 2007

A LITERATURA EM FIALHO DE ALMEIDA E VERGÍLIO FERREIRA..

                                                 
“Na literatura, não há nem pode haver palavras sujas. O que há é assuntos sujos, assuntos pulhas, deletérios, assuntos que os escritores não inventam mas que fazem parte do dia a dia da cidade, assuntos, enfim, que a linguagem escrita é apenas o impreterível sinal gráfico..”
 
                                                Fialho de Almeida, in “Á ESQUINA”.
 
Estou terminando a leitura de Conta Corrente dois de Vergílio Ferreira e continuo na pesquisa de informação sobre o sinal do seu pensamento.
 
Diz ele, que: “Os poetas orgulham-se de dizerem num verso o que nós, pobres escribas, dizemos num volume.”
 
 Ora, Vergílio Ferreira começou como poeta, mas nunca chegou a publicar, com o argumento de que até deixou de fazer versos para que lhe não chamassem poeta. Porque não os teria publicado?... Terá reconhecido na sua poesia falta de qualidade... ou foi outra coisa qualquer?...
 
Da obra em que depositara grande esperança, diz:-“ Mas a parte negativa de EM NOME DA TERRA saiu muito forte e o livro lêem-no com fascinação e terror.”
 
 Esta conclusão deverá ser dramática para um autor, pois não foi certamente nessa última direcção que pretendeu escrever..
 
A velhice foi a grande surpresa do meu romance “EM NOME DA TERRA”, diz ainda. 
 
V.F. não lidou muito bem com a velhice porque brigou com Deus em “MANHÃ SUBMERSA” Diz:- “O que interessa é que me encontro agora sozinho comigo mesmo e sou eu que tenho de aguentar-me na minha navegação solitária. È um bem? um mal?...A minha saúde desce insensivelmente com a temperatura à aproximação do Inverno. Sou como sou e não há agora senão que aguentar(em)-me e que se coza a glória   e o génio e a magnitude que não cabe na minha cabana em que vivo e me sinto muito bem até onde posso, por me sentir eu.”
 
Há em V.F. uma certa relutância em estar presente nos grandes acontecimentos culturais. Por um lado, porque a sua saúde não o ajuda e por outro, penso ser, porque tem receio de que o ambiente que vai encontrar não lhe seja favorável.
 
Penso que não haveria razões nenhumas para isso... e terá sido este o grande problema do autor, uma grande falta de confiança nos seus recursos.
Diz ele ainda:- “porque a pieguice ou lamechice é em mim uma ameaça, sempre à coca para avançar...”
 
Não é de permitir essa entrada..
 
João Brito Sousa .
publicado por SOUSINHA às 12:02
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