Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

ALGOZ; RUA DO PALMEIRAL

 
Foto de Manuel Campos Vilhena (tirada da net)
 
ALÓ MANUEL GONÇALVES
 
Caro Amigo,
 
Manuel, venho dar-te o meu bom dia porque me lembrei hoje de ti. E falar da tua Vila de Algoz.
 
O Algoz, no meu tempo de residente no Algarve, era uma terra muito popular ali para os lados do Patacão, sobretudo por causa do mercado, onde os lavradores ali da zona iam comprar bácoros para a engorda e talvez alguns novilhos.  
 
Esse mercado era na primeira segunda feira de cada mês e lá iam os lavradores. Parece que era desse mercado ou da Feira da Guia que o Joaquim Mestre da Senhora da Saúde vinha, quando faleceu à saída da Patã, na ponte, trazendo uns bácoros na bagageira do carro.  
 
Algumas notas sobe o ALGOZ:
 
Orago; Nossa Senhora da Piedade.

Actividades económicas Agricultura, citrinos, amêndoas e horticultura, fábricas de cerâmica, fábricas de estruturas de cimento, comércio tradicional, construção civil e serviços
 
Feiras ; Mercado na 2.ª segunda-feira de cada mês e feira de velharias e antiguidades no 1.º Sábado de cada mês no largo da Junta de Freguesia
 
Festas e Romarias. Festas dos Santos Populares, Santo António, S. João e S. Pedro, Saraus/Cantares de Janeiras (Dezembro) e Exposições/Concurso de Presépios
 
GASTRONOMIA:- Milhos com carne de porco, ervilhas com ovos e chouriço, favas com toucinho e chouriço fritos, papas de farinha de milho, bolos D. Rodrigo e azeitonas britadas com oregãos.
 
O Manuel Gonçalves frequentou a nossa Republica em LISBOA e foi colega de tropa na Guiné do nosso amigo Dr. Honorato Viegas.
 
Aí vai um abraço para ti ó Manuel.Gonçalves.
 
João Brito Sousa
publicado por SOUSINHA às 12:28
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3 comentários:
De A SILVA a 12 de Junho de 2007 às 22:24
Algoz.
O outro Algoz do Algarve.
Algoz está na minha memória, não como carrasco, mas como tábua de salvação, aí nos finais dos anos cinquenta.
Por essa altura o meu pai, ferroviário de profissão, foi viver para Messines, numa daquelas transferências alheias à sua vontade, apenas por efeito de mais uma das promoções na carreira profissional que abraçara.
Algoz dista de Messines, por via rodoviária, algo como uns bons onze kilómetros.
Naquele então eu era aluno da Escola Comerial e Industrial de Faro. O meio de transporte que utilizava para me deslocar diariamente de Messines para Faro era o combóio. Como filho de ferroviário o passe anual era gratuito o que sobejamente compensava a impossibilidade económica de me ser paga uma pensão em Faro. Mas o raio do comboio disponível naquela altura - o único! - era o chamado comboio correio, proveniente de Lisboa, ou do Barreiro para os mais preciosistas, que partia da estação de Messines às 4:58 da madrugada e chegava a Faro às 6:12.
Como facilmente se compreenderá, estar todos os dias preparado, isto é, dormido, vestido e comido, àquela hora, quando se tem quinze anos, não é pera doce!
Acontecia, portanto, que muitas vezes o comboio correio passava a caminho de Faro e eu ficava por Messines, a ve-lo passar! O diabo do maquinista não se condoía nem perdoava o atraso de um imberbe rapazote que cometia o pecado de se atrasar na sua chegada à estação.
A única alternativa que me restava para estar em Faro atempadamente, evitando faltar às aulas, era apanhar uma automotora que passava em Algoz por volta das 7:14 que, vinda de Lagos, se destinava a Faro, levando até lá toda a rapaziada que ali estudava e era apanhada nas estações de Tunes, Albufeira, Boliqueime....
Era aí que estava a dita tábua de salvação. O meu pai tinha uma pasteleira, uma PHILIPS de roda 28, sem mudanças, pesada como o caraças, mas que, fazendo força nos pedais, andava!
Então, equipado com uma incómoda pasta de coiro mal curtido, mas muito resistente, e um saco fornecido de farnel para alimentar o dito imberbe até âs nove da noite, horas a que chegaria a casa de volta dos compromissos escolares, lá me montava na preciosa bicicleta e partia em demanda de Algoz onde encontraria a salvação para a perda do comboio correio.
Mas Algoz, naquele transporte, ficava bem longe de Messines. Tão longe que nunca me foi permitido conhecer a aldeia daqueles tempos. Não havia pernas que chegassem para outros devaneios que não fossem os de subir os degraus da automotora, encontrar um banco disponível e entregar-me nos braços de Morfeu, até que a cambada entrante nas estações subsequentes, na sua característica e incontida algaraviada, me fazia voltar ao mundo dos acordados.

Esse é o Algoz que tenho ma minha memória.

E que me deu muito prazer recordar agora! E que me forçou a roubar-te esta porção do teu espaço para o evocar. Obrigado!

arnaldo silva
felizmente reformado
De MCV a 11 de Fevereiro de 2008 às 01:23
Não lhe ficava mal citar a origem ou a autoria da facto.
Manuel Campos Vilhena
De MCV a 11 de Fevereiro de 2008 às 01:25
Corrigenda: onde, no comentário anterior, se lê facto dever-se-á ler foto.

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