Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

AO POETA MANUEL JOSÉ E FILHOS de FARO.

(as rosas que o poeta MANUEL JOSÉ tão bem tratava...)
A SOLEDADE URBANO, uma amiga cá da casa, enviou-me este texto que o ajeitei como pude  e que se publica com muito prazer, pois refere-se a gente amiga.
Com prefácio do nosso querido e sempre recordado, Dr.  Emilio Campos Coroa, editado em Faro - 1980,  com o apoio da Camara Municipal de Faro,  capeado com fotografia do nosso SABINO sentado num banco da  Alameda, onde viveu rodeado das suas rosas que tratava com desvelado carinho, tenho na minha mão o livro de poemas  A MINHA PAIXÃO, com  a dedicatória,
                                                                   "sendo eu já velhinho
                                                                  o meu livro nasceu agora
                                                                  fica orfão o pobrezinho
                                                                  quando eu me for embora


                                                                  eu nasci no Outono
                                                                  já as folhas iam caindo
                                                                  e despertando daquele sono
                                                                  abriu os olhos sorrindo

Faro,19-12-81   Sabino, o desconhecido

e inicia o seu livro, assim                  
                                            
                                              Em vida quero deixar
                                               meu livro de poesia
                                               Quando a vida me  levar
                                               minh'alma não vai vazia


e continua

                                            Não sou poeta ou pintor
                                            Sou modesto e sem cultura
                                            O que faço  é com amor
                                            Sou bem pobre criatura       .....            


e  termina   o seu livro com   FICA CÁ EM MEU LUGAR

                                             O meu livro é o tesouro
                                             da minha pobre velhice
                                             ha  nele paz e amor
                                             amor feito de meiguice

                                          O meu livro é um amigo
                                          que um dia eu vou deixar
                                          por não poder ir comigo
                                          Fica cá em meu lugar      
 
( Como era grande
sem saber,  e humilde, o nosso  MANUEL JOSÉ

" A MINHA PAIXÃO",  uma preciosidade, minha, muito minha,  que guardo na minha coleçcão
de poesia e de poetas da "nossa  cidade" , mas que aqui compartilho como uma HOMENAGEM  
aos SaBINOS .

                                                            -- Soledade Urbano

NOTA: A Soledade Urbano mandou-me estes versos do poeta popular de Faro, um senhor funcionário dado Jardim ALAMEDA de FARO, de nome Manuel José..
 
Eu ainda conheci o senhor no tempo em que eu não sabia que ele era poeta, pois creio que publicou o livro muito mais tarde. Este poeta tinha dois filhos, um mais velho do que eu, que faleceu vítima de acidente de automóvel (foi atropelado, ouvi dizer) à meia légua de Olhão, dizia-se que cantava bem o fado.
 
O outro era o Toino, ou o António Manuel Ramos José, que andou sempre comigo lá na Escola, desde o primeiro ano até ao quinto e esteve comigo naquela final do campeonato interno de andebol, quando perdemos por um a zero com os electricistas do TONI Casaca. 
 
Aí vai um soneto.
 
AOS SABINOS
 
Conheci o Pai e os dois filhos que já se foram...
E foi alguém os levou não se sabe para onde.!
Resta saber se foi sorte ou azar o que tiveram
Pois da vida não sabemos quando temos avonde.
 
Dos três... conheci melhor o filho mais novo
Era o Toino o velho amigo, o campeão!...
Disseram-me que tinha artes de curar o povo
E que a força vinha das duas ou de uma só mão.
 
E ainda recordo o irmão mais velho e o Pai
Um era do Banco e o outro grande poeta me sai
Portanto, gente que merecia estar ainda viva ...
 
Mas que fazer perante tamanha injustiça...
Alguém que os encontrou num dia sem preguiça
E meteu mãos à obra de forma proibitiva...
 
   João Brito Sousa..
 
publicado por SOUSINHA às 15:19
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A HORTA DOS BRITOS

 
Fica no coração dos BRACIAIS a horta dos Britos.
Quem vem do Patacão para Mar e Guerra, na primeira curva à direita começa os Braciais, ou melhor, um bocadinho antes, na venda do Zé Raimundo.
A riqueza dos Braciais provem das remessas da emigração, dos rendimentos da agricultura e do comércio.
Os países para onde mais emigram os Braciasenses são os Estado Unidos da América (onde tenho muitos familiares), Austrália, França, Canadá e por aí fora.
A horta dos Britos, mais propriamente, fica entre a horta do Ti Carrega e a horta do Ti Xico Quintas. Chegou a ser uma grande área de cultivo e criação de gado bovino e suíno, mas hoje, limita-se à exploração de alguns pomares de laranjeiras.
Todavia, talvez se deva dizer, que os Britos começam a seguir à casa onde morou o    António Serrenho, o pai do Totói, do Rui e da Ludovina, pois esse terreno aí, era pertença de meu avô José Apolo, que por sua vez casou com uma Brito, donde a minha Mãe e depois eu, fomos buscar o apelido.
O terreno em causa foi herdado por meu tio e padrinho António Apolo, irmão da minha Mãe, cujos herdeiros o transaccionaram a terceiros e hoje, no terreno de regadio que foi outrora, foi construído um prédio de habitação e um armazém comercial onde se vendem produtos de apoio à agricultura.         .
A seguir a este terreno, vem a casa agrícola do meu avô, que se estendia para Norte, em direcção ao Moinho e à casa dos Marujos, do Florival, da Idalina, do Manel, do Armando, da Zeza, do Zé da Cova, do Zé Basílio e do Amorim, do Zé Graça e do mudo Valente.  
Na casa do meu avô, a agricultura era trabalhada em regime de pequenos agricultores ou minifúndio, dispondo a horta de uma nora para retirar a água para as regas. Essa água era retirada com o esforço dos animais, gado bovino e muar, nomeadamente, num regime de exploração muito lento apesar da existente não dispor de grande caudal.
Os animais eram “engatados” ao engenho, pois era assim que se chamava aquela geringonça, através de dois tirantes( de corda ou de correntes) que por sua vez se ligavam à almanjarra e era este sistema que fazia mover duas grandes rodas dentadas que faziam girar as cordas, carregadas de alcatruzes, que por sua vez estavam colocados numa roda grande.
Os animais andavam à roda num circuito preparado para tal efeito e, desse andamento à roda faziam girar o engenho e levar os alcatruzes ao fundo da nora, para que no regresso, trouxessem a água,
Era com este esforço todo que se regavam as hortas, trabalho que se fazia muitas vezes de noite, aproveitando o luar e o menos calor.
(continua)
João Brito Sousa
publicado por SOUSINHA às 07:11
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O MEU PRIMO SEBASTIÃO BRITO

O MEU PRIMO SEBASTIÃO BRITO
 
Era bom aluno na Primária e continuou a estudar
Ingressando na Escola da cidade, primeiro no curso diurno.
Mas ao que parece não se deu bem; teve que mudar
E acabou por desistir andava a meio do curso nocturno.
 
Era esperto, desenhava bem e tinha gosto no que fazia
E descobriu que o seu lugar não seria nos BRACIAIS,
Mas sim , lá longe, afinal para onde toda a gente ia...
Que nesse tempo eram as Franças ou outros Países mais.
 
E o nosso parente abalou sem que se desse por isso...
Foi a salto e levava uma bolsa com pão e chouriço
Legalizou-se lá, fez fortuna e regressou às origens.
 
Onde aufere rendimentos da reforma de lá e do trabalho
E mostrou às pessoas que era esperto como um alho
E vive do que lhe dá o campo e preserva os seus bens.
 
                            João Brito Sousa
 
publicado por SOUSINHA às 07:05
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

AS MOÇAS E OS MOÇOS DO MEU TEMPO

 
CRÓNICA DE WASHINGTON
Por DIOGO TARRETA
(wasington)
Recordo com saudade as moças e moços do meu tempo e lembro-me bem da Maria do Carmo e da Leonilde, irmãs do Bernardo Estanco dos Santos que veio de Marrocos, assim como também me recordo da Suzana Moreno, da Loduvina, da Quitéria Elias, da Lizete Batista, que por sinal casou com o Albino Cotovio, emigraram para a Alemanha, mas salvo erro estão de volta a nossa região..
.
O Adelino foi até meu empregado quando estive estabelecido em Portugal! E tanto ele como o irmãos são hoje bons chefes de familia..
 
A Lizete Avelino foi para a Argentina ter com o pai, a prima dela, a Madalena é que não sei de nada dela.
.
Também não sei nada do Chico Gabadinho e vou escrever ao Zé!
 
Vou dar uma achega ao que li hoje no blog sobre o Bento “Serrenho”, que foi grande amigo do meu pai. Emigrou para Angola onde fundou uma empresa de construção de estradas que se chamava Rodril.   Com a independencia voltou para Portugal bilionário e fundou outra empresa do mesmo ramo chamada Rodrencol  talvez por ser seu nome Bento Rodrigues, as letras iniciais de Rodrigues aparecem sempre nas suas empresas, chegou a ser o maior empreiteiro de estradas da provincia.
 
Vendeu a Rodrencol ao Jorge Almeida- nao sei se ainda existe! E salvo erro vive em Loulé.
 
MEU CARO DIOGO.
 
Estou esperando pelas tuas recordações que têm sido muito apreciadas aqui no blog.
 
Dizes que não te lembras das filhas do Joaquim Cavalinho, mas a Gabriela era da tua classe e a mais velha era da minha.
 
Mandei o nome dos blogs ao Zé Gabadinho e mandou-me hoje um mail a dizer que gostou muito.  
 
O Chico está em Setúbal a explorar um café com o Zé e a mulher e aquilo tem muito movimento e o Chico não pode sair de lá. Foi um grane combatente em Moçambique onde foi mais popular que o Presidente Samora Machel.
 
Conheceste o Ernestino das Pontes de Marchil? E o Américo Grelha? E a horta do Calhica? E o Toíca Guerreirão?. E os Morenos, o Fernando, o Augusto e o Florentino? E o Jorge Falala? E o Cesário Amaro?....
 
Fala-me dessa gente quando puderes.
 
Vou estar com o João Rabão.
Aí vai um abraço para ti. do
 
João Brito Sousa
publicado por SOUSINHA às 07:23
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

POESIA DO DR. UVA

POEMAS DO DR. ZÉ UVA
 
Ilustre professor da Escola Industrial e Comercial de Faro, onde leccionou Noções de Comércio, Direito Comercial e Economia Política e foi ainda especial amigo do Donaldo, seu estimado aluno e amigo nas chamadas orais.
 
LUA VELA....
 
Se da insónia o tormento
Me acutila o pensamento
Porque és nova, porque és bela,
Em noites de Lua Cheia
Só me consola esta ideia
É certo que a Lua vela.
 
Como eu, a triste Lua
Só tem luz que não é sua
Pois deixa-a de manhã cedo,
Não me deixes tu também
que a luz só de ti me vem .
mas, louca, não tenhas medo...
 
Terás mais luz e mais brilho
Se o bom Deus nos der um filho,
Formoso como uma estrela.
Gostas de estrelas ainda?
Faz uma lua tão linda!
Vem conversar à janela..
 
Vem ver o Céu pois eu quero
Dizer a Deus quanto espero
Do meu filho, o meu brinquedo!
Se nos beijarmos com ânsia...
Isso não te importância
Que a Lua guarda segredo...
 
Retirado do RECORDANDO .. o professor José de Sousa Uva, da AAAETC
 
Por João Brito Sousa
publicado por SOUSINHA às 09:21
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ALÓ SANTA BÁRBAAR DE NEXE.

(na preparação das charolas)

GRANDES FIGURAS NEXENSES.
A VENDA DO AMADEU
 
Amadeu e esposa... comerciantes de primeira....
Tinham o estabelecimento situado lá em cima,
À direita quando se chega ao cimo da ladeira.
Mas não era um estabelecimento; era uma mina
 
Ser comerciante é ter bem abertos os olhinhos
E ter em atenção a quem consome ou não ...
E com os clientes beber depois uns copinhos
E é esperar a chegada da fortuna à nossa mão.
 
Tanto que o Amadeu trabalhou e ganhou
Que de nada lhe valeu o tanto que suou
Pois acabou como todos nós vamos acabar...
 
Deitados nas tábuas... mas sem dinheiro
Que agora já não vale a pena ser interesseiro..
O que é importante é estar preparado para abalar.
 
                                              João Brito Sousa
 
publicado por SOUSINHA às 08:48
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FOMOS JOGAR À FALFOSA.

( era bom que fosse  aqui e fosse este jogo. Lá está o Victor Mestre)
 
FALFOSA 4/ OS BRACIAIS 2
 
Quando eu tinha dezassete anos, jogava futebol no GRUPO DESORTIVO "OS BRACIAIS"  a interior esquerdo. O meu estilo de jogar à bola, era do tipo do Manuel José que jogou nos juniores do Benfica e em muitos outros clubes, Farense inclusive   e hoje é treinador de futebol no Egipto.
 
Digo que era o meu estilo de jogo porque era lento como foi o Manuel José, capaz de meter a bola a rasgar a quarenta metros mas um jogador muito lento.. Eu dominava bem a bola mas precisava de tempo para fazer as coisas. Às vezes, durante o jogo, não tocava na bola, aparecia-me pela frente o meu marcador de serviço, dava-me tanta porrada que não me deixava jogar.
 
Foi o que aconteceu nesse jogo da Falfosa. Quem andava por ali ao pé de mim era o Filipe da Mamalhuda que não sabia jogar um corno, mas cacetada era com ele. A bola vinha e o Filipe atirava-se para cima de mim com tudo o que tinha e o que não tinha e não tocava na borracha. Mas ainda fiz o primeiro golo com um chapéu ao guarda redes, com um chuto com o pé esquerdo à saída do nosso meio campo.
 
O nosso Victor Mestre, entregou-me a bola à entrada do meio campo adversário e eu, ao recebê-la protegi-a com o pé esquerdo. O Carlos Bornhonhas, um caceteiro do catano, veio à queima e correu ao meu lado mas não me desarmou. Eu, que tinha bola dominada, arrancava rápido e depois abrandava, numa tentativa de ganhar uma fresta para rematar à baliza. Às tantas lá consegui ver um buraco e rematei de pé esquerdo e a bola fez uma curva entrou na gaveta.
 
O melhor jogador do FALFOSA era o Zé Maria, um rapaz lá da terra e muito bom homem. Mas o resto eram caceteiros como a porra. O Filipe e o Bornhonhas, pata que os pôs, aquilo era ripada de criar bicho.
 
O "OS BRACIAIS" alinhou com: Adelino Bocas, João Patuleia, Agostinho Sacor, Conquilha e Zé Raimundo. Lili, Victor Mestre, João e Henrique Rosa. Zé Fava e Cabo Santos.
 
O Cabo era o nosso capitão. Quando foi da escolha de campo, o árbitro chamou os capitães e disse que queria jogo limpo. E o Cabo disse, se for marcado aqui algum penalty que não seja, acaba-se logo o jogo, ouviu senhor árbitro. É assim mesmo, dissE o CABO... e veio dizer aos outros o teor da conversa com o árbitro..
 
E o jogo começou e aquilo estava equilibrado. Ganhávamos 1/ 0 no fim da primeira parte. Na segunda, o Falfosa carregou e fez três golos de rajada, nós fizemos o segundo. Aquilo estava bravo, nós à procura do empate quando há uma jogada na nossa área que o nosso Conquilha travou o João Alcaria, da Falfosa, em falta. O árbitro marcou penalty . Veio o Cabo e disse: o senhor não marca aqui penalty nenhum, ouviu. E dizendo isto mandou um pontapé na bola que foi parar à estrada.. Vá buscar a bola disse o arbitro pró Cabo. Eu?.. disse o Cabo. Vieram mais ... e aquilo parecia que estávamos a jogar na América do Sul. ..
 
O árbitro mandou marcar o penalty eles fizeram o 4/2.. O Cabo disse, vão mas é todos pró C....  
 
E arrancámos com uma derrota mas com uma grande exibição do Victor Mestre, o melhor em campo.
 
João Brito Sousa.
   
publicado por SOUSINHA às 08:34
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ESTAMOS A VOLTAR.

O BRACADAS ESTÁ DE PARABÉNS, porque
 recebeu esta mensagem,
 
“Logo agora que estávamos a pensar destacar o Bracadas
Temos aqui a template que usam no Blogger, se quiserem voltar para o bairro
            De qualquer modo, boa continuação.
Pedro Neves
Equipa dos Blogs do SAPO”
 
e vai continuar... com um soneto.
 
 
 
O PRÉMIO QUE NÃO RECEBESTE!....
 
Acabaste antes do tempo ó BRACADAS...
Mais um pouco e serias também premiado.
Pela equipa dos blogs Sapo, das consagradas
Mas acabaste cedo de mais o teu reinado.
 
Mas agora está decidido... vais recomeçar...
Fazes um post por dia de boa qualidade
E depois esperas que te venham destacar
Como dos blogs mais bonitos da tua idade.
 
Mas trabalha... trabalha sempre e não desistas
Vai-te regendo pela tua cabeça e outras pistas
E deixa lá que muita coisa já tu aprendeste...
 
E vais ser bom... e ainda te vão presentear...
Na vida o que precisamos é de começar...
E vais receber ainda o prémio que não recebeste.
 
João Brito Sousa
publicado por SOUSINHA às 08:11
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

TUDO CHEGA AO FIM.... ATÉ UM BLOG

 

 

 

 ESTAMOS AGORA EM:

 

 

http://bracosaoalto.blogspot.com

 

 

AO VOSSO INTEIRO DISPOR.

 

João Brito Sousa

 

publicado por SOUSINHA às 21:16
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DA IMPRENSA

JORNAL DE NOTÍCIAS  DO PORTO.

 

 

TEXTO DEDICADO À  MINHA MULHER, QUE, COMO BOA NORTENHA SE ORGULHA DE PENSAR COMO OS EMPRESÁRIOS DO NORTE.

                                        "Empresários do Norte avançam com estudo que defende Portela..."

 
A Associação Comercial do Porto (ACP) vai financiar um estudo que defende que o aeroporto de Lisboa deverá manter-se na Portela, com o apoio de uma outra infra-estrutura de média dimensão, também na zona de Lisboa. A decisão foi ontem anunciada pelo presidente da ACP, Rui Moreira, depois do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, ter garantido que o Governo está aberto a analisar qualquer outro estudo sobre a localização do novo aeroporto (designadamente essa mesma opção - Portela+1).
 

Ao final do dia, Rui Moreira afirmou à Rádio Renascença ter contactado, já ontem, elementos da direcção da ACP, acrescentando que, nos próximos dias, vai fazer a encomenda de um estudo, recorrendo aos meios universitários, o mesmo método usado pela CIP no estudo sobre Alcochete. Rui Moreira avisa, porém, que antes do documento estar pronto não pretende contactar com nenhum elemento do Governo "Escreverei uma carta ao sr. ministro das Obras Públicas dando-lhe conhecimento que vamos elaborar esse estudo e entrarei em contacto com o Governo quando for altura disso".
 

A defesa, pela ACP, da opção "Portela+1", em detrimento da Ota ou mesmo de Alcochete, aliás é bem aceite pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), que há muito mostra o seu "inconformismo" face "à tentativa de abandonar o aeroporto da Portela". A associação liderada por Ludgero Marques diz, numa tomada de posição enviada ontem ao JN, que a Ota "representa uma absorção de recursos que rondará vários milhões de euros", garantindo "que na Portela existe muito espaço disponível para para expandir o aeroporto para voos superiores a 30 milhões de passageiros por ano".
 
Isto sem contar, adianta, com "aquilo que poderia ser chamada a zona de protecção do aeroporto" - o aeroporto militar de Figo Maduro".
 
A forte tomada de posição em defesa da continuidade da Portela alarga-se também à Confederação do Turismo Português . A posição desta associação é que o Governo deverá viabilizar "a utilização civil de um dos aeroportos militares da Área Metropolitana de Lisboa para as operações low-cost e charter". E que deverá avançar, "em simultâneo, com um programa de qualificação do serviço prestado na Portela e de um sistema de monitorização da qualidade que permita a sua melhoria sustentada".
 
Quem ontem preferiu manter silêncio sobre o assunto foi o Presidente da República. Cavaco - que opta por não se pronunciar sobre soluções específicas - elogiou apenas o papel das duas universidades que lideraram o estudo da CIP. No novo estudo da ACP, também serão elas a comandar a análise.
 
(texto retirado da net)
João Brito Sousa
publicado por SOUSINHA às 10:59
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

VIVA A SOLEDADE URBANO.

 

 

Pela sua simpatia, por ter sido amiga do TOINO RAMOS, o meu grande amigo TOINO,  por ser uma TARRETA, a filha mais nova do JOAQUIM TARRETA que ainda conheci, por ser uma citadina que não se esquece do campesinato, por ser  a irmã mais novinha do DIOGO COSTA DE SOUSA e do REINALOD TARRETA  e por outras, é a minha figura colunável de hoje a quem vou dedicar este soneto que  aqui vai.

 

À SOLEDADE URBANO

 

Parece que era na Senhora da Saúde

Que morava um tal JOAQUIM URBANO .

Puxei pela cuca o mais que pude

E pensei que fosse ele o teu  mano...  

 

Afinal és S.  URBANO mas TARRETA

Filha de um JOAQUIM que não era  URBANO

E irmã do REINALDO e do DIOGO da bicicleta

E para mim aqui... serás a figura do ANO.

 

E gostas das coisas que aqui escrevemos

E incentivas-nos para que não abandonemos

Esta nossa forma de ser e de estar...

 

Então, obrigada pelo ajuda recebida

Porque eu vou já de seguida

Neste post o teu ilustre nome colocar.

 

                             João Brito Sousa

publicado por SOUSINHA às 20:44
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HOUVE FESTA NO SÍTIO DA AREIA.

A DOIS PORTUGUESES NA AMÉRICA

                         Carlos Diogo e Diogo Costa  Sousa 
Aos Diogo, homens a  quem me liga boa amizade
Quero dizer que estes versos são para comunicar ...
Que ontem no SÍTIO DA AREIA houve festa de qualidade
Que era onde vocês dois deveriam estar.
 
O Reinaldo não esteve cá; veio o Zé Graça
Homem forte da agricultura como o teu irmão.
Dantes vinha agora não se sabe o que se passa...
Se calhar não pode vir e tem toda a razão.
 
Éramos uns duzentos.... mas sem o João Bruto
Que é dos nossos mas dele não se sabe puto
E o velhote aniversariante cantou, bailou e beijou...
 
 
Esteve toda a gente feliz, alegre e bem disposta
Mas marcámos falta ao Carlos Diogo e ao Diogo Costa

                              Parabéns   Vieguinhas foi o que a malta gritou

 

 

João Brito Sousa

 

 

publicado por SOUSINHA às 09:06
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AS HORTAS E A GRICULTURA EM PORTUGAL.

 
CRÓNICA DE WASHINGTON ( I )
Por DIOGO TARRETA
 
 
Aqui vai a minha pequena contribuição para o “nosso” blog: sim nosso….já nos pertence, foi um pouco do nosso vento Levante que chegou as terras do tio Sam..
 
Eu e o Carlos devoramo-mo-lo, e tenho passado a palavra a alguns amigos, vamos para a frente não desistas. Gostei imenso dos “casos” das Pontes…. Noto que o Arnaldo continua eloquente e ate fluente na língua da sua Majestade, bem haja.
 
Filho de agricultor não doutor, tenho uma palavra a dizer sobre o tema das nossas hortas. Não necessita ser economista para entender a razão porque desapareceram as nossas hortas.
 
Um iletrado que seja, compreende a razão – falta de lucro- e não tem a ver com modernização, ela aconteceu até certo ponto, tem mais a com a escassez de água na nossa região. Nas estações quentes todas as hortas eram regadas por agua das noras, custosa de extrair ao preço actual da energia.
 
As barragens não foram feitas para armazenagem do excesso da chuva do inverno! Aqui ha matéria para discutir mas, hoje não vou por ai fica para outra vez.
Se se prestar atenção, todos os países ricos em agricultura , a agua e lhes fornecida em 90% das suas necessidades por S. Pedro! 10% e também extraída dos subsolos ou fornecida por barragens
 
A outra razão, foi que felizmente com o evento do Turismo os preços da mão de obra subiram! E ainda bem! a tal ponto que ja não é rentável o uso da terra para cultivo. A emigração sendo pouco expressiva na nossa região teve pouco efeito. Emigraram os filhos dos agricultores. Alguns resistiram mais tempo reciclando-se em outro tipo de culturas que não eram as nossas mais habituais- refiro-me do cultivo em estufas mas mesmo assim acabaram desistindo delas e plantar suas terras com pomares de citrinos também eles com problemas de escoamento devido ao preço de produção e recolha.
 
Sempre agua e a mão de obra, a ter efeito devastador.
 
Não culpo a expansão da cidade! E natural que cresça! E com as hortas chegavam ate ela como era o meu caso foram abraçadas por essa expansão. Fenómeno antigo e já com precedentes na nossa cidade. Basta pensar nos casos da Horta do Ferregial, Horta do Carmo e Aboim Ascensão entre outras que não me ocorrem agora.
 
Ha no entanto casos de sucesso na nossa agricultura local, presume-me de referir o meu irmão Reinaldo (Tarreta) e mais talvez uns quatro ou cinco casos e não muitos mais!
 
Refiro-me mais neste meu escrito ao “geral” e não às excepções. No entanto foi isto basicamente o que aconteceu.
 
Para a semana ha mais….talvez sobre os bailaricos
 
E o Carlinhos como vai?
MEU COMENTÁRIO
 
Meu velho amigo, que boa aula de economia tu deste..Parabens.....
 
O Carlinhos está um bocado empanado mas a gente vai buscá-lo. Porque é nosso dever fazer isso um amigo...
 
Bailaricos?... boa malha. Favor não esquecer Parragil e o Zé Gabadinho...
 
Aceita um abraço do
João Brito Sousa
 
publicado por SOUSINHA às 08:32
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A FRASE DE HOJE

 
                 “Estou sempre disposto a aprender, mas nem sempre gosto que me ensinem ..."

 
Churchill, Winston
 
BIOGRAFIA
 
Após ter acabado o curso na Academia Militar de Sandhurst e ter servido como oficial subalterno, de 1895 a 1899, no regimento de Hussardos n.º 4, foi correspondente de guerra em Cuba, na Índia e na África do Sul. Durante a guerra dos Boers, de quem foi prisioneiro, protagonizou uma fuga que o tornou mundialmente conhecido, e de que relatou as peripécias no seu livro De Londres a Ladysmith. Churchill entrou para a política como Conservador, tendo sido eleito deputado em 1900, mas em 1904 rompeu com o Partido devido à política social dos Conservadores.
 
Aderiu ao Partido Liberal e em 1906, tendo sido eleito deputado, foi convidado para o Governo,  ocupando primeiro o cargo de Sub-Secretário de Estado para as Colónias, mais tarde, em 1908, a pasta de Presidente da Junta de Comércio (Board of Trade).Após as eleições de 1910 foi transferido para o Ministério do Interior, e finalmente foi nomeado, em Outubro de 1911, Primeiro Lorde do Almirantado, onde impôs uma política de reforço e modernização da Marinha de Guerra britânica.
 
Pediu a demissão em plena Primeira Guerra Mundial, devido ao falhanço da expedição britânica aos Dardanelos, na Turquia, de que tinha sido o principal promotor. Alistou-se no exército, e comandou um batalhão do regimento «Royal Scots Fusiliers» na frente ocidental. Regressou ao Parlamento em 1916, regressando a funções governamentais no último ano de guerra, como ministro das munições.
 
O MEU COMENTÁRIO:
 
Em meu entender, Churchill foi um génio da governação Pública, em suma, um político genial. O homem genial é aquele que tem coragem para tomar medidas drásticas; às vezes contra tudo e contra todos.
 
Parece-me que Churchill via mais longe do que os outros e teve a felicidade de desempenhar funções profissionais dentro daquilo que gostava, o que nem sempre acontece.
 
A primeira parte da frase é vulgar; mas Churchill não foi um homem vulgar, daí a segunda parte da frase, onde ele refere que nem sempre gosta que lhe ensinem. Pois é, Churchill queria estar sempre em primeiro lugar, nada de subalterno..
 
A inteligência de Churchill, não consentia um segundo plano para si; ele teria de estar sempre à frente e em primeiro..
 
Se fosse preciso, no momento certo saberia mais que os outros... 
 
João Brito Sousa
publicado por SOUSINHA às 07:56
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Domingo, 17 de Junho de 2007

PORQUE HOJE É DOMINGO

BOM DIA! 

 

Se vier por bem que venha

Traga harmonia por favor....

E  chama que mantenha

Bem vivo o nosso amor.

                                       

                                                                               João Brito Sousa   

                 

             

        

Se o senhor meu caro amigo vai ao médico, ao chegar ao consultório, diz, dirigindo-se aos presentes, bom dia meus senhores. Normalmente ninguém responde a esse apelativo.

 

Dir- se- à que as pessoas desconfiam umas das outras, não dizem nada porque não se conhecem ou por outra razão qualquer. O Raul Solnado diz que as pessoas não dizem nada porque são todos turistas...

 

Este clima de desconfiança que grassa entre as pessoas não deveria  existir. Mas existe. Talvez derivado das desigualdades sociais que sempre acompanharam o Homem, o bom dia do poderoso provoca um efeito contrário ao desejado e o destinatário do cumprimento, por vergonha  ou desconfiança, não responde.

 

Com este comportamento o Homem perde uma excelente oportunidade de se aproximar mais do outro, do que resultaria um maior conhecimento recíproco de cada um.

 

Todos deveríamos procurar PAZ, HARMONIA e SOLIDARIEDADE. Seria bastante melhor.

 

Mas verifica-se que nem no consultório médico a coisa melhora. Num certo sentido, é aí nesse lugar, que alguns compram o bilhete de ida. Mas

nem assim se atrevem a  dizer bom dia...

 

DIGAMOS TODOS AGORA: Bom Dia.

 

João Brito Sousa

 

publicado por SOUSINHA às 07:58
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Sábado, 16 de Junho de 2007

BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS.

 

 

PARA,

 

 

 Para a minha mulher no Porto

 

para os meus filhos em ALMADA

para a minha neta MARIANA

e para a minha nora...

 

Para os meus irmãos e cunhados

em Newark

PARA OS MEUS  SOBRINHOS

 

 

Para tios e tias  e primas em todo 

Aló AUSTRÁLIA, FRANÇA ,  CANADÁ

e todo o MUNDO

 

ALÓ CHELOTE, PASSO BRANCO

 BRACIAIS E PORTELA

 

Aló SANTA BÁRBARA DE NEXE

Margarida e Maria Emília

 

Aló todo o mundo

FERROLHO, LUCIANO MACHADO E ARNALDO SILVA,

 

 

UM MUITO BOM DIA ESPECIAL PARA O CARLINHOS COM UM

GRANDE ABRAÇO MEU E DE TODOS NÓS. 

 

A TODOS OS BLOGUISTAS DO MUNDO INTEIRO...

 

 

PARA TODOS UM BOM FIM DE SEMANA.

 

João Brito Sousa

   

publicado por SOUSINHA às 09:20
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VELHO DO RESTELO

Crónica do Manel Piorna

 

(velho do Restelo)


Tenho andado por fora, de forma que não tenho tido oportunidade de visitar o teu belíssimo blog. Só que hoje, me aparece o Velho do Restelo pela frente novamente! Oh gentes! Deixai o "Velho" sossegado, e não ponham em Camões intenções as quais ele nunca teve.

 

Será Camões contraditório? "C´um saber só de experiência feito," "tais palavras tirou do experto peito". Esta voz veneranda é digna de ser ouvida com atenção. As palavras aos que partem são precedidas da Mãe (estrofe 90) e das palavras da Esposa. Vejamos a visão de conjunto dos frágeis que ficam: mães, esposas, filhos, velhos e meninos.

 

Portanto por detrás do "Velho" está o Povo anónimo. As suas palavras são pura análise da "condição humana". Segundo ele as bases da Viagem do Gama nsão: "a glória de mandar" a "vã cobiça" a "vaidade" a que se apelida de "fama". Impulsos que não passam de "fraudulento gosto". Que fazer se é próprio da condição humana ser insatisfeito? "Dura inquietação da alma e da vida" veja-se os exemplos dados de Prometeu e Ícaro. Tenhamos em atenção que o Canto IV contem 104 estrofes, pelo que a análise deve ser feita até ao final.

 

Temos então que a análise que se possa fazer, sabendo o "Velho" que o homem estranho animal que não ouve a voz do bom senso e da lógica, lucidamente, ele sabe que as suas não serão ouvidas procura então inverter os campos (veja-se estrofe 100 e seguintes). Temos aqui então a opinião politica do "Velho" e aqui eu vejo Camões e não o "Velho", pois estão confirmadas as duas correntes existentes ao tempo, da expansão para o Norte de África em detrimento do Oriente. Não põe pois Camões nas palavras do "Velho" a sua própria opção?

 

Não posso intrevistar Camões! Mas tenho a certeza que acima de tudo ele é um humanista. Aliás a corrente da época. Poderiamos dissecar muito mais este canto IV dos Lusíadas, mas em termos de Wikipédia (Enciclopédia Livre) o "Velho do Restêlo" simbolizar os Pessimistas, os Conservadores e os Reacionários? Não!!! Acho que se está a ofender Camões QUE NÂO ERA PARVO!Só mais uma achega: O que o Velho do Restelo critica em tom sério e austero, fá-lo satiricamente Gil Vicente.

 

Olho à minha volta, e sinto-me bem, por ser um lúcido Velho do Restelo.

João, um grande abraço do

Manel

 

 

 

Bom Texto ó Manel.

Um abraço do

João

publicado por SOUSINHA às 09:14
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

CHEGUEI...

SÍTIO DA AREIA
 
CHEGUEI...
 
O combóio chegou a horas e eu também...
Está tudo em andamento para o grande dia.
A preparação da festa está a começar bem
Tudo em sossego, calma, paz e harmonia.
 
Eu, que não tenho o meu comigo.
Estou só... e já não posso dizer coisa igual.
Tanto que eu gostava que estivesses comigo
Mas tenho a lembrança, deixa lá, não faz mal..
 
Estarei sempre com ela em plena harmonia.
 E sei que vai ver a situação com sabedoria. 
E talvez isto seja o fim do problema....
 
As coisas que fazemos são grandes ou pequenas
Mas cabe-nos a nós torná-las situações amenas
Porque, no fim de contas, falar é o meu lema.
 

                                                           

                                                                       João Brito Sousa

publicado por SOUSINHA às 17:08
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EU NÃO POSSO ACREDITAR...

 

 

CARLOS DIOGO, THE WRIGHTER


Eu não posso acreditar!!! Afinal o Diogo não é analfabeto?! Ele sabe escrever?! E até sabe escrever para um Blog e num computador?! Mas como é que o rapaz se educou tão repentinamente?!

 

Só nas Américas se conseguem obras destas!! Deve ter feito um curso intensivo, daqueles que dão um MBA em meia dúzia de semanas desde que se possa dispor de umas centenas de dolllars! Como é possível que eu tenha vivido tanto tempo nesta ignorância?!! Como diabo me passou ao lado, sem que eu me tenha aoercebido, que o Sr. Engenheiro era capaz de "passar ao papel" algumas das suas memórias!

 

Será que ele também sabe escrever sobre os interessantes temas que por aqui têm passado?! Maybe, the man, is now much more concerned about the dollar devaluation, which will make him feel that sooner he will be the poorest of the men... I'm writing these words in English so that he doesn't feel intimidated to show here again. The sooner the better, since he will be always wellcome! We all do look forward to meet Mr. Diogo again by the place. Please feel free to do it at your earliest convenience! In English, ou em bom Português. Mas apareça! Aquele abraço do

 

arnaldo silva felizmente reformado

publicado por SOUSINHA às 15:29
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A VIDA DIFÍCIL DOS MIÚDOS DO MEU TEMPO


Texto  de ARNALDO SILVA

 

 

 

A propósito da vida difícil dos "miúdos" do meu tempo, fui visitado pela evocação de um período da minha vida, situado ali por volta dos dez aos onze anos da minha existência, que deixou retratado, em pinceladas de um bom óleo, como era crua e madrasta a vida dos putos daqueles tempos.

 

 Acabado de fazer a quarta classe na Escola Primária de Tavira, cidade onde aboletava em casa dos meus avós maternos, por ser orfão de mãe, vi-me transportado para passar a viver em casa do meu pai, num lugarejo entre Vila do Conde e a Póvoa do Varzim. O sítio não era de todo inóspito porquanto a nossa casa, uma casa de ferroviário junto a uma passagem de nível, na estrada que levava a Famalicão e se cruzava com a linha ferroviária da Póvoa-Porto , estava circundada por umas três pequenas quintarolas e uma "bouça", isto é, umas terras incultas cobertas de matos e tojos.

 

Numa dessas quintarolas, vivia uma família de cinco elementos, um casal com dois filhos e uma tia que se dedicavam â exploração da terra, extraindo daí os proventos para a subsistência da família. Os filhos, um rondando a minha idade de então e o outro um anito mais jovem, tinham que "assistir" os pais na quotidiana e difícil labuta de fazer a terra transformar sementes inertes em agradáveis e imprescindíveis consumíveis.

 

Para poder levar a cabo a "assistência" de que os pais careciam, o filho mais velho mal acabou de frequentar a escola primário lá do sítio onde não conseguiu obter o diploma da quarta classe, meteu mãos à obra. O mais novo seguia-lhe as pisadas e sabia muito mais de como ordenhar uma vaca ou de deitar milho ao rego do que juntar vogais e consoantes para fazer uma simples redacção.

 

Na ignorância própria daquela minha idade, o facto de ver diariamente dois putos envolvidos em tarefas de adultos não me provocava propriamente uma repulsa indignada, mas tão somente uma revolta por não puder dispor da companhia deles para as necessárias brincadeiras. Ignorante, egoísta mesmo, protestava e lamentava que eles não pudessem perfazer o número de elementos que desse devido corpo às magras equipas de futebol que, na estrada referida, sempre disputavam um renhido encontro com uma bola de trapos.

 

O que me repugnava verdadeiramente era ve-los desempenhar uma tarefa que estava destinada àqueles dois miúdos, tida como primordial pelos seus pais, mas que eu não conseguia entender, por ser oriundo duma região onde tal prática não era usual. Tratava-se de apanhar a bosta das vacas para ser utilizada sobre o mato das cortes - entenda-se estábulo - com o fito de, pelo milagre da acção bioquímica, gerar um fertilizante natural para as terras.

 

Muito mais saudável, diziam-me, do que os adubos químicos. O pior, o degradante da questão, é que o apanhar que referi se tem que entender como "utilizar as mãos para o acto". Aqueles dois miúdos tinham que utilizar as suas mãos para não "ferir" a terra e recolher apenas a bosta dos animais para uma giga, transportando-a depois para o devido local. Aquilo, sim, era vida difícil de "miúdos"!! Certamente fizeram-se homens e transportaram a tradição para os seus filhos.

 

Era assim a vida da maioria dos miúdos do meu tempo. Felizmente que o tempo traz novos tempos, renovando conceitos, tradições e necessidades. Felizmente!

 

analdo silva felizmente reformado

publicado por SOUSINHA às 15:02
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

O ANTÓNIO INÁCIO FAZ 65

PORTO, 2007.06.14
VOU  ATÉ  AO ALGARVE; VEJAMOS SE LÁ POSSO BLOGAR. 
 

 

 
O ANTÓNIO INÁCIO FAZ 65
 
 
O Toino já disse.. são aí umas trezentas..
Vem gente de todo o lado, da escola e da tropa
Vamos comer, dançar e cantar até às quinhentas
E depois às cinco da manhã vem uma sopa.
 
Hoje é sexta e o forno já está preparado
Para receber as galinhas, cabritos e leitões.
Quero que a festa seja um acontecimento falado
Desde Estói, Faro, Patacão até aos Gorjões.
 
Para este ano é assim, para o que vem se verá
Se nós cá estivermos...  alguma coisa se fará
Isto é uma porra ...vamos caminhando p´rá saída.
 
Mas enquanto a gente puder... vamos rodando
Porque ela não pára... vai sempre andando   
E a chegada da tal hora... essa, está garantida!...
 
                                                                   João Brito Sousa
 
publicado por SOUSINHA às 22:56
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FAMÍLIA TRAPP OU FAMÍLIA DE TRAPO.

CRÓNICAS DE WASHINGTON ( III )
por Carlos Diogo.

(a equipa Família de Trapp ou Família de Trapo nunca jogou aqui)
(Reconhecidas homenagens ao João Atraca que sabia tudo de bola, ao Zé Nanotas um extremo direito cem vezes melhor que o NANI  e ao João Larguito, o defesa central que jogou em tudo que era clube popular)  
Penso que o nome dessa equipa era Familia de trapo.
Alem do Capitolino, jogaram la o João Atraca (depois do Farense e Porto) o Ze Nanotas, o Armando Larguito e até o Filhó, guarda redes, que uma vez nas Pontes marcou um penalty e o Hilario defendeu.
Carlos Caetano DIogo.
publicado por SOUSINHA às 21:57
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QUANDO O JOVITO QUIS ENDIREITAR A TROPA.

CRÓNICAS DE  WASHINGTON ( II )
 por Carlos Diogo

(muralhas de FARO em frenteao Quartel de S.Francisco onde o JOVITO jurou bandeira.)
O Jovito fez a tropa em Faro.
Um dia, ficou sem dinheiro e vendeu ou empenhou as botas.
Para entrar no quartel, foi a Ria, junto do mesmo, e carregou de lodo preto os pés.
Quando entrou na porta de armas o sentinela viu as pegadas no chão e chamou o oficial de dia.
O oficial deu-lhe um raspanete, perguntando-lhe no fim:
Tens alguma desculpa a dar?
Tenho, meu capitao, ou a tropa me endireita ou eu endireito a tropa.
Carlos A Diogo
 
publicado por SOUSINHA às 21:47
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PONTES DE MARCHIL- ANOS 50 e 60

CRÓNICAS DE WASHINGTON ( I )
por Carlos DIogo

 

Nasci neste lugar no longínquo ano de 1947, numa casa em frente do actual Hotel Ibis.
Esse terreno era uma boa horta, mas uns anos depois a agua da nora ficou "salobra" e o seu proprietário teve que desistir da agricultura.
         Chegou a ser campo de futebol do Clube Atletico Pontense e ate uma certa altura era o lugar onde se realizava a festa anual, com o tradicional Combate dos Mouros e o fogo de artificio lancado pelo Joaquim Lavajão, filho da Ti Batista.
Quase todos os dias recordo, com saudade, o lugar e as pessoas que me marcaram.
          Sempre gostei de ouvir os mais velhos, de modo que e a alguns deles que me vou referir hoje.
          Nas Pontes, naquele tempo, haviam sete homens a quem se chamava sempre Senhor.
          Eram o Senhor Manuel Pires (Marinhas), agricultor da horta onde esta hoje a Volvo, o Senhor Viegas, policia reformado, genro do Ti António Fernandes, o Senhor Carlos Passarinho, meirinho no tribunal, o Senhor Baptista, motorista do Abel Pereira da Fonseca, que levou a vida conduzindo do Luso a Faro (com a respectiva agua), o Senhor F.... (que diziam ser informante da Pide), o Senhor Joaquim Sopa (corcunda, mas homem com uma sabedoria e cultura enorme) e por ultimo o Senhor Viriato, por sinal, meu avo materno.
          Para começar, ou falar do Senhor Manuel Pires.
          Emigrou do Rio Seco para as Pontes na década de trinta ou quarenta.
          Homem puro, honesto, trabalhador, amigo do seu amigo.
   
       Para dar um exemplo, quando os negociantes lhe iam comprar batatas, repolhos, cenouras ou outros produtos que produzia, quando lhe queriam pagar ele dizia:
          Vende isso primeiro, quando receberes logo me pagas e se o preço baixar a gente entende-se.
Haverá hoje gente desta?
          O senhor Joaquim Sopa era director do Clube e vivia de arrendar as terras do pai.
          Como disse, era um homem com sabedoria.
          Aos domingos à tarde ia sempre visitar a já referida Lozinha, ou a Herminia, ou a Rita, ou a Jardineira.(as Maria Mchadão de Faro desse tempo)
          Um domingo, ia ele a passar em frente da casa do Senhor Viriato (a pé) e o Patrocínio Guerreiro gritou-lhe:
          Oh Jaquim, não me levas as costas?
          O Senhor Joaquim Sopa parou, olhou-o e respondeu:
          As costas, não, mas de arreata levo-te.
 
Carlos Caetano Diogo
publicado por SOUSINHA às 21:33
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COMENTÁRIO COM DIREITO A POST...

COM UM MUITO OBRIGADO AO "SONHADOR  DE ALPENDRE".

 

           Comentário do "contributor"  Sonhador de Alpendre  ao texto "UM GRANDE DOCUMENTO HUMANO",  título que dei a uma comentário do ARNALDO SILVA.

 

 

 

Comentário do  "SONHADOR."

 

"Deixei-me embalar pos esta sua curta estória, saudosamente deliciosa. Carissimo, você tem um talento especial para este tipo de narrativa. De facto fiquei completamete absorto na leitura deste pequeno conto. E venha de lá o João Cuco e as suas cabeçadas.... sonhos respeitosos Ps: Não deixei de ficar comovido com o "miúdo" que de pasteleira em punho se "amandava" ao comboio em plena madrugada, regressando já noite dentro a casa. Vida dificil a sua e a de todos os "miúdos" desse tempo.."

 

MEU COMENTÁRIO:  Meu caro sonhador; este espaço também é seu. Apareça sempre e aceite um abraço do

 

João Brito Sousa 

 

publicado por SOUSINHA às 11:28
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ALÓ S. BARTOLOMEU DE MESSINES

O MELHOR DE TODOS ERA O LUCIANO MACHADO.
  

(igreja de S.Bartolomeu de Messines)
 
É uma filosofia de vida: saberes que o tempo corre,                 e nada do que se deixa por viver se poderá recuperar. Digo-te, no entanto, que um instante pode conter em si todo o tempo que quisermos. (...)
 
                                
Houve bons alunos no meu tempo de Faro, desde o primeiro ano do Ciclo Pretaratório até às Secções para os Institutos. De todos, aquele que mais me impressionou pela sua rápida compreensão das matérias foi o Luciano Machado de Messines
 
Disse-me o Cabrita Longo que o Machado, em Económicas onde se licenciou, numa aula de Matemáticas Gerais, teria interrompido a explicação do Prof acerca de determinada passagem, coisa que, em tempos de "magister dixit" ninguém se atrevia a fazê-lo. E Machado fez.  E o Prof. parou e explicou.
 
O Machado juntou-se a nós em Faro em 60/61 e vieram com ele da escola  de Silves, o Domingos Morgadinho, o Zé Andrés, o  Manuel Jacinto, a Antonieta e a Teresa e mais umas duas ou três moças.  Tudo gente seleccionada, bons alunos em Matemática e Contabilidade. Nós, os de cá da cidade de Faro, tínhamos os irmãos Gabadinho, o Zé e o Xico que eram bons a matemática... Mas o Machado dava cartas principalmente a Matemática e Física.  
 
Os professores eram bons, o Dr. Jorge Monteiro a Matemática e Física e o Dr. Queiroz a literatura.
 
Mas aluno como o MACHDO.... difícil.
(continua)
 
João Brito Sousa
   
publicado por SOUSINHA às 09:09
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AS HORTAS DO PATACÃO.

 
É um facto que as hortas desapareceram. Depois da horta das Figuras, desapareceu a horta do Apolo sita nas Pontes de Marchil, depois a horta dos Guerreirões (nove filhos), a horta do Calhica, a horta dos Morenos, o Augusto, o Florentino e o Fernando que fica em frente àquela, no outro lado da estrada, a horta do Manuel Catrunfa também de nove filhos e duas noras, a horta do Manuel Janeira, a horta do Manuel Rebola, a horta do António Gaita, do João Patuleia e do Joaquim Páscoa, do Quintas e por último a horta do Zeca Baptista da Euroaço.
 Nos Braciais desapareceu a horta do Joaquim Madeira que era o homem mais rico da região e era o único que tinha carro nesse tempo, uma arrastadeira Citroen e depois teve um carro grande, de marca Humber.   A filha, a Maria da Glória, andou lá na Escola Comercial connosco, no tempo do NESTLÉ.
 
As hortas desapareceram. Algumas estão no pousio, outras foram invadidas por estradas novas e outras por edifícios para habitação. Não sou muito entendido na matéria mas vejo que, duma maneira geral, as pessoas em Portugal são contra o cimento armado e contra os edifícios muito altos. A mim essa paisagem não me agride. Já estive em New York quatro vezes e agrada-me até, ver o poderio daquelas bisarmas.
 
Mas esta transformação da periferia da cidade, alterou as suas condições de entrada. A cidade recebe-nos com dificuldades porque aquilo é um tráfego intenso e difícil. Eu penso que em termos de “DEFESA DA CIDADE DE FARO”, se as pessoas se transferiram para a periferia da cidade, os serviços também se deviam transferir para aí. Não sei se será legítimo dizer isso. O que eu gostava, era que a minha cidade se tornasse mais harmoniosa, que dispusesse de uma vida mais calma e sem atropelos, que oferecesse mais espaços de lazer e que tivesse a preocupação de proporcionar aos seus naturais ou àqueles que optaram por nela viver, uma qualidade de vida tal, donde    resultasse uma paixão duradoira entre a cidade e os que a utilizam.   
 
Mas penso que se cometeram erros graves. O aeroporto, por exemplo, está situado praticamente no centro e isso não se vê nas grandes cidades. O aeroporto de Gotemburgo está a 80 Kms, o aeroporto de S. Paulo idem, Paris idem e se calhar muitos outros. Ora o ruído dos aviões e o tráfego resultante das constantes entradas e saídas de passageiros, intensifica o tráfego citadino. O que poderia ter sido evitado. As cidades devem ter em atenção e consideração os seus habitantes. E para isso só terão de fazer uma coisa; proporcionar-lhe boas condições de habitabilidade.
Não sei se Faro dispõe de circuitos de manutenção, não sei se vai beneficiar do programa Pólis, não sei se a Câmara Municipal tem algum departamento especialmente direccionado para apoio ao cidadão, não sei em que medida as populações poderão participar nos destinos da cidade, não sei se há vontade e disponibilidade para isso de parte das populações, porque no fundo, uma cidade será sempre aquilo que os beneficiários queiram que seja. 
 
Todavia não devemos ignorar o passado. Só se pode fazer coisas acertadas no futuro se tivermos conhecido bem o passado. Como diz o José Eduardo Agualusa, o passado é como o mar; está num desassossego permanente. E o passado das aldeias portuguesas não pode ser esquecido. As taberna se o jogo da malha fazem parte do património cultural de outros tempos. Vamos falar disso.

Por hoje me fico

João Brito de Sousa

publicado por SOUSINHA às 08:52
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

UMA VERDADEIRA AULA DE ECONOMIA.

 A PROPÓSITO DO DESAPARECIMENTO DAS HORTAS DOS BRACIAIS E DO PATACÃO...                          
  
 

                                  

 
 
                                                                                           Por ARNALDO SILVA
 

As Hortas do Patacão. As outras hortas dos Patacães deste país. As hortas que havia e o que resta delas... O seu peso na economia daqueles tempos e a falta dele nos tempos que correm. Sempre que me desloco por este Algarve e por este País sou confrontado com a mesma desoladoura paisagem caracterizada pela ausência de agricultura, pelo ar de abondono que todos os campos nos oferecem ou pela desenfreada invasão urbanística que noutras áreas se vê patenteada.
 
E sempre duas preocupantes perguntas me se me ocorrem, a saber: - porque deixou de ser rentável a exploração das hortas e dos campos de lavoura do meu País ?, e - porque tiveram os filhos dos agricultores de se tornarem doutores deixando as terras sem elementos que a explorem? Para responder a qualquer daquelas perguntas seria necessário escrever um grande tratado de economia, para o qual, obviamenete não me acho minimamente preparado.
 
Mas não posso deixar de comentar que, nesta aldeia global em que o planeta está transformado, encontramos em qualquer mercado uvas do Chile, Kiwis da Nova Zelândia, melões da Colombia, batatas da Holanda, ... Para não mencionar os produtos da vizinha Espanha que passou a abastecer mais uma província da Peninsula Ibérica, com a mesma facilidade com que já abastecia as suas.
 
Produzindo o sector agrícola um produto de consumo imprescindével para a sobrevivência do ser humano, pergunto-me, porque terá sido que por aqui se tenha abandonado a sua exploração?! E, parece-me, só a justificação da falta de rentabilidade não será suficiente. Membros dos vários governos dos últimos lustres terão muitas responsabilidades na debamdada operada.
 
Obviamente, as transformações do tecido social têm também um forte peso nas causas que levaram ao êxodo rural. O natural desejo dos pais de verem os filhos presenteados na vida com um futuro que consideram ser melhor do que o deles, levou a que todos ansiassem por ve-los doutorados, fora da escravidão da terra, sem calos nas mãos. Por aí, talvez, tenha passado muitas das causas do triste panorama que nos é oferecido hoje. Atitude e desejo, nada condenável, naturalmente!
 
Mas, considerando que numa sociedade não pode haver só doutores, sob pena de esta fenecer por falta de sustento, porque não terá havido sucessão de agricultores explorando a terra?! Porque o desenfreado desenvolvimento urbanístico permitiu praticar preços de negociação de terrenos de tal forma elevados que não deixaram outra solução aos seus proprietários, por demasiado aliciantes, que não fosse o da venda. Este factor, conjugado com o desinterese pelas terras dos directos herdeiros e pelo natural anseio de reforma do agricultor de então, forçada pelo inevitável apelo da vida limpa da cidade, levou ao caos que ora se apresenta.
 
Tenho pena! E tenho muito receio de que um dia não se tenha forma de gerar aqui o dinheiro suficiente para se comprar as uvas do Chile, as batatas da Holanda, os kiwis da Nova Zelandia, os... O défice da nossa balança comercial aumenta todos os anos. O défice da balança de pagamentos aumenta na mesma proporção!
 
A pouca indústria de que dispunhamos vai desaparecemdo, vomitamdo desemprego todas as semanas! Estará alguém responsável pensando e analizando este fenómeno sócio-económico?! Espero e desejo que sim. Por mim, pelos meus concidadãos. Mas principalmente pelos filhos e netos deste país. O renascer das Hortas do Patacão deveria estar na mira de alguém com poder de decisão. Que renasçam!
arnaldo silva felizmente reformado
 
MEU COMENTÁRIO.

 

Quero felicitar o meu amigo Arnaldo Silva  pelo excepcional texto que produziu. Muito bem.  Sinto-me orgulhoso das suas visitas e  colaboração aqui.

Aí vai um grande abraço para o Arnaldo Silva do

 

João Brito Sousa

 

publicado por SOUSINHA às 17:43
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DA IMPRENSA DE HOJE; JN

AS GRANDES VITÓRIAS...
Jorge Nuno Pinto da Costa. foi acusado pelo Ministério Público por crime de corrupção desportiva, no âmbito do jogo F. C. Porto-Estrela da Amadora, disputado a 24 de Janeiro de 2004. A par do presidente portista, também o empresário António Araújo e o árbitro Jacinto Paixão vão responder por alegados ilícitos de corrupção desportiva, activa e passiva. Os dois árbitros assistentes José Chilrito, Manuel Quadrado e o dirigente azul e branco Reinaldo Teles completam o rol de seis acusados pela equipa do processo Apito Dourado liderada pela procuradora Maria José Morgado - que, com base num depoimento de Carolina Salgado, a ex-companheira de Pinto da Costa, reabriu este inquérito inicialmente arquivado pelo DIAP do Porto, em Abril de 2006.

 

MEU COMENTÁRIO:

 

Esta acusação do Ministério Público já era esperada há muito tempo.

Quem acompanhou  o futebol desde os tempos em que a dupla Pedroto/Pinto da Costa começou a aparecer e mais tarde com PINTO da COSTA na Presidência  e depois com Adriano Pinto, Reinaldo Teles, Pôncio Monteiro, Lourenço PInto e outros, este acusação, a mim,  parece-me natural.

 

Sou de opinião que este julgamento se deve fazer,  porque isso é bom para os acusados, uma vez que têm aqui uma boa oportunidade para se defender da sacusações de Carolina Slagado. 

 

Um voto apenas: Que haja justiça e que a honradez da Instituição F.C.PORTO, seja preservada.

   .

João  Brito Sousa

publicado por SOUSINHA às 06:47
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AS HORTAS DO PATACÃO.

Ao meu primo CARLINHOS. Ele é o Lourinho que vai ai citado na crónica...
Nas aulas do Dr. Uva, que lá na Escola Comercial nos ensinava Noções de Comércio e Direito Comercial, falava-se às vezes da periferia da cidade. Nessas aulas, que eram constituídas por “chamadas”, diálogos valorizados sobre os conhecimentos de matérias já dadas, sim, porque o Uva era único, ensinava questionando/chamando, depois de ver o caderno em dia, claro – o velho era lixado – então diga lá qual é a melhor espécie de depósitos no Banco... será à Ordem, a Prazo... com Aviso Prévio.. e o aluno... é com Aviso Prévio senhor Dr,... ai é, então não será à Ordem sua besta.... o senhor quer... tem. As aulas do Uva eram mais ou menos assim.
Quero deixar aqui claro que, referir-me ao Dr. Uva,   tratando-o por , o velho ou o Uva, não belisca nada a grande personalidade de educador que possuía o nosso Dr. José de Sousa Uva. Sim, porque o Uva faz parte do nosso património cultural e não o cedemos a ninguém. E tenho a certeza, que todos os seus alunos o trazem no coração. Por isso, nem eu estaria disponível para ser mal educado aqui, ao tratar o Dr. Uva por o velho ou por o Uva, nem os meus colegas de antes e depois de mim o tolerariam. Nesta crónica será o velho ou o Uva, com todo o respeito, consideração e amizade.
Um dia foi chamado à lição o Lourinho, que é do Patacão. Cumpridas as formalidades, que se resumia a ver o caderno diário, então mostre lá o caderno, dizia o velho que entretanto perguntava ao aluno, então diga lá, o senhor é de aonde?... eu senhor Dr., sou do Patacão... ah!... essa zona das hortas, que vai do Patacão, passa pela Conceição de Faro e chega ao Rio Seco, isso é uma grande zona de hortas, é uma área de grande contributo para a economia do País. E o Uva, dissertava. O senhor já imaginou o emprego que essa zona cria, o emprego que dá aos alentejanos, que descem no Verão até ao litoral, desde que apareceu a máquina debulhadora, que agora faz o trabalho de vinte alentejanos, as culturas que produzem, nomeadamente, milho, batatas, algum trigo, centeio, luzernas e trevos para os gados, repolhos cujas podas se vão buscar à Luz de Tavira, para de seguida serem dispostas nesses terrenos, culturas de couve flor, rábanos, e rabanetes, nabos e nabiças, alfaces e os grandes pomares de laranjeiras que há nessas hortas, uma pequena criação de gado bovino e suíno, este de importância fundamental na subsistência dos habitantes da região, que tem no toucinho uma grande parte da sua alimentação, a criação de galináceos, patos, gansos, perus e coelhos, é isto que constitui a riqueza de uma região ou de um povo, o senhor sabia disto, sim senhor Dr, sabia e, curiosamente, a Sociedade Recreativa do sítio até se chama   Sociedade Recreativa Agrícola do Patacão, ora aí está, agrícola .... a basesinha... dizia o velho. É a isto que se chama Economia, o senhor sabe o que isso é, sim senhor Dr, sabia sim, Economia é o estudo do processo de produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e serviços que constituem a riqueza de uma região.   Muito bem, está terminada a aula. E levou 12 valores que para o velho Uva era para aí um 19 para qualquer outro.
 
Hoje as hortas do Patacão e outras, desapareceram. A cidade estendeu-se e precisou de terreno A primeira a desaparecer, foi a horta das Figuras que tinha três engenhos, para uma grande área de regadio. Eram terrenos de areia, ressequidos, que consumiam muita água nos Verões daquela altura, bastante quentes...
 
DEDICO ESTA CRÓNICA AO MEU PRIMO E AMIGO CARLINHOS,  COM VOTOS  DE ÓPTIMA SAÚDE.  

João Brito de Sousa

publicado por SOUSINHA às 06:22
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