Domingo, 10 de Junho de 2007

EFEMÉRIDE

10 DE JUNHO DE 1793.
 
FAZ HOJE 214 ANOS, QUE...
 
Em França, em pleno período da Revolução Francesa, são alargados os poderes dos Tribunais Revolucionários, fazendo aumentar as execuções em massa.
 
A situação particular que, no verão de 1793, impõe a ditadura do Comité de Salvação Pública é muito perigosa: nesse ponto, a Revolução deve vencer ou morrer. Internamente o golpe de Estado parisiense contra a Assembleia de 2 de Junho, provoca maior divisão nas províncias. Os departamentos normandos e bretões unem-se em Federação em torno de Caen, capital efémera do oeste girondino. Bordeaux expulsa os representantes da Convenção e a insurreição chega a Lyon e às cidades do sudeste.  
 
Mas, exceptuando Toulon, tomada pelos ingleses em Agosto, e Lyon, novamente realista, a revolta provincial logo se acaba.. Os girondinos não conseguem unir o moderatismo burguês à violência realista: numa luta tão acirrada entre a Revolução e seus inimigos, é quase certo que surja lugar para uma terceira força.
 
A contra- revolução declarada começa a instalar – se em Vendéia. Paris reagiu com um decreto de destruição total: As florestas serão abatidas, os covis dos bandidos destruídos, será feita a união dos que estão além das retrovias, todo o gado será tomado. Mulheres, velhos e crianças serão levados para o interior..
 
O perigo da situação e a pressão exercida por Paris influem progressivamente no Comité de Salvação, renovado em Julho, para exercer uma ditadura provisória: vários decretos terroristas, que levam os Girondinos e Maria Antonieta aos tribunais revolucionários, vingam o atentado a MARAT.; o levantamento em massa, invocado pelos revolucionários, é votado a 23 de Agosto e a revolta de Paris de Setembro põe o terror na ordem do dia.
 
À lei dos suspeitos, com uma definição suficientemente ampla para poder abarcar todos os inimigos da revolução, a Convenção acrescenta o aumento dos preços e dos salários, que lhe permite um controle de economia. Mas a Convenção cedera às pressões revolucionárias somente para poder controlar Paris e acabar com os chefes enraivecidos; agora, a esquerda se retrai enquanto a direita avança. O Governo Provisório da França é revolucionário até `a paz..
 
BIBLIOGRAFIA: A Revolução Francesa por François Furet
 
João Brito Sousa
publicado por SOUSINHA às 22:00
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